domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quem é Henrique Capriles Radonski?

Henrique Capriles Radonski ganhou 1.806.868 de votos, dos quase três milhões de venezuelanos que foram às urnas. Conheça o perfil do candidato que em sete de outubro vai disputar com HC a presidência da Venezuela.
Ele despontou no mundo político aos 26 anos quando tomou posse como deputado. Em seguida assumiu a prefeitura de Baruta durante dois mandatos e agora, aos 39 anos, governa Miranda, o segundo maior estado e um dos mais complexos da Venezuela. Também exerceu a presidência da Assembleia Nacional, posto atualmente ocupado por um integrante do PSUV – Partido Socialista Unido da Venezuela. Um momento delicado ocorreu quando Henrique Capriles foi incriminado por tentativa de invasão da Embaixada de Cuba e golpe contra o governo em 2002. Por causa desta acusação ele ficou recluso na Direção de Serviços de Inteligência e Prevenção, sendo liberado em 2004. Capriles não é de muito falar, costuma trocar a eloqüência por atos. Faz política junto aos pobres e talvez seja por isto que tenha despontado como um dos principais pré-candidatos mesmo antes do lançamento da campanha. O jovem bem-nascido de Caracas, formado em Direito em uma universidade particular, trocou o mundo da burocracia jurídica pelo contato direto com o povo nas ruas e favelas que costuma visitar. Nem por isso deixam de tachá-lo de candidato da direita. “Não sou homem de rótulos, mas, se tenho que adotar uma definição ideológica, me sinto cômodo com a de centro-esquerda”, declarou. - Capriles Radonski é enigmático. Ele não arremete contra ninguém e mesmo assim consegue ser compreendido. Não faz grandes discursos, mas consegue falar aos jovens. Radonski ainda não foi etiquetado e o oficialismo tem cuidado porque ele também tem uma relação emotiva similar a que Chávez conseguiu estabelecer com as pessoas. Ele se aproximou dos pobres com atos e sem fazer esforço, explicou Argélia Ríos. Um dos pontos fortes do chavismo é a forte penetração nas classes menos favorecidas economicamente. Mesmo com as benesses que o governo tem concedido a esta camada da população ainda há os descontes, os que se definem chavistas mas apreciam a conduta de Capriles Radonski. Foi o suficiente para surgir rumores de que ele seria a carta-coringa de Chávez na oposição. - Alguns se aproximam para dizer que gostam de Chávez, mas estão de acordo com a minha gestão. Eles são os chamados “chaca-chaca”, chavistas com Capriles. Tenho que trabalhar duro para conseguir a confiança e este é o meu desafio. Este é um processo de renovação da política nacional. Não sou candidato do chavismo. Eu derrotei o braço direito de Chávez, que é Diosdado Cabello, nas últimas eleições pelo governo de Miranda, definiu. Capriles diz estar aberto a conversar com quem quer que seja. Em 2010, durante uma sessão no Conselho Federal de Governo, Capriles encontrou com o presidente Chávez e os dois apertaram as mãos e travaram um diálogo amistoso durante alguns minutos. Choveram críticas por todos os lados. O opositor declarou em seu perfil no Twitter que apenas uma parcela da população estava representada naquela instância. O chefe de Estado então o chamou de mentiroso, irresponsável e político de fachada. O capítulo foi encerrado quando Radonski contestou que não havia problemas em dar a mão a quem quer que fosse afinal a prioridade era o estado de Miranda, onde governa. Veja mais em http://www.ultimasnoticias.com.ve/noticias/actualidad/politica/el-que-desmonto-la-maquinaria.aspx

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