Apenas um dos cinco pré-candidatos será eleito pelo povo para, em outubro deste ano, tentar derrotar Chávez, no poder há 13 anos no poder.
Um voto de confiança. Será isto que alguns venezuelanos farão no domingo, data que está sendo conhecida por aqui como 12F, (12 de fevereiro) ao ir às urnas para eleger um dos cinco candidatos da oposição que, em outubro deste ano, vai tentar derrubar Hugo Chávez do posto que ele ocupa há 13 anos. Das 17 milhões de pessoas habilitadas a votar, apenas uma pequena parcela da população deverá ir às urnas neste país onde o voto não é obrigatório. Mais que escolher quem medirá forças com Chávez, o que será avaliado é a penetração do setor opositor entre os votantes e se a popularidade do chavismo se mantém em alta, conforme apontam as pesquisas de opinião.
Com quatro homens e apenas uma mulher reunidos na chamada Mesa de Unidade Democrática (MUD) a oposição busca recuperar sua credibilidade. A mancha causada pelo abandono das cadeiras na Assembleia Nacional em 2005 maculou a reputação da ala opositora e deixou seus seguidores a ver navios. Além de minimizar o passado, esta é a possibilidade de reconquistar os eleitores.
Criada por mais de trinta organizações de diversos espectros políticos, a MUD foi formalizada em 2008. Para dar conta de um país dividido, com altos índices de homicídio, escassez de produtos e uma crescente inflação, seus integrantes formularam um documento de 165 páginas no qual definiram um programa de governo.
Embora as eleições primárias sejam um processo interno da MUD, é a Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que organiza toda a logística, treina os mesários e disponibiliza o material eleitoral. Haverá 3.707 centros que contarão com 7.691 pontos de votação. A Mesa vai arcar com 25% dos custos da eleição, orçada em 100 milhões de bolívares fortes (o equivalente a U$ 22 milhões, na cotação oficial), pagos por cotas. Os 75% restantes estão a cargo do CNE.
Esta será a primeira vez que os venezuelanos residentes no exterior, em 80 países, poderão votar.
Além da vontade de criar uma nova Venezuela, três dos cinco pré-candidatos apresentados pela MUD têm em comum a origem. Henrique Capriles Radonski, Maria Corina Machado e Diego Arria são de tradicionais e abastadas famílias venezuelanas, os chamados oligarcas no linguajar chavista. Setor no qual não se inclui Pablo Pérez nem Pablo Medina.
Conheça o perfil dos candidatos:
Sempre vestindo camisas de cores claras, a pré-candidata independente e não filiada a nenhum partido político Maria Corina Machado surpreendeu o país ao usar a cor do oficialismo durante um debate com os pré-candidatos. Não causou impacto apenas ao alegar que o vermelho fora usurpado do povo venezuelano pelo atual governo. Em outra ocasião, após ouvir por oito horas Hugo Chávez discursar na Assembleia Nacional, Corina interrompeu o presidente e em menos de dois minutos resumiu os motivos que causam o descontento dos opositores.
Com a frase “expropriar é roubar”, Maria Corina consagrou sua campanha. O resultado pode ser visto nos grafites feitos por partidários da deputada em muros da capital. Com a afronta a Chávez em cadeia nacional, a mais votada deputada pelo município Miranda (um dos mais importantes no país) nas últimas eleições parlamentares, realizadas em 2010, somou alguns percentuais nas pesquisas de opinião.
Apoiada na forte crença dos venezuelanos nas santas católicas, Corina, de 44 anos, lançou primeiro o slogan “Vem Maria”, para em seguida fazer uma chamado a todas as mães que perderam seus filhos vitimados pela violência e então sugerir ao povo “Vota Firme”, reforçando uma de suas frases que se tornou bordão de campanha: “somos maioria”.
Cautelosa no que diz respeito à sua família, a engenheira e ex-professora universitária foi acusada de traição à pátria porque teria assinado o decreto de posse do golpista Pedro Carmona, que em 2002 afastou Chávez do poder por menos de dois dias. Marina Corina negou seu envolvimento nos fatos. Por causa desta suposição, ficou dois anos sem poder sair do país. Também esteve à frente da Súmate, organização civil sem fins lucrativos que organizou a coleta de assinaturas para convocar o referendum revogatório de 2004. Na ocasião, setores chavistas afirmaram que a organização seria mantida pelos Estados Unidos. Uma foto ao lado de George Bush na Casa Branca foi a gota d´água para que Chávez afirmasse que Súmate servia de fachada para orquestrar um plano conspiratório contra seu governo.
Mesmo com o amadurecimento político que vem ganhando nos últimos anos, analistas apontam que ainda não será desta vez que Machado terá chance de ter seu nome nas eleições presidenciais de outubro próximo.
Para Argélia Ríos, jornalista especializada em política, a candidata é vista com resistência em alguns setores, muito por causa da derrota no referendo no qual o chavismo saiu vitorioso, com 60% dos votos:
- Falta estratégia adequada à opinião pública. Machado faz uma campanha confrontacional. Ela confronta Chávez com as mesmas armas. Para ganhar de Chávez é preciso algo que destaque a diferença e que conquiste e ofereça ao povo uma mudança.
Capitalismo popular
Corina é contrária às expropriações e luta pela propriedade privada. No seu plano de governo, ela aposta naquilo que chama de capitalismo popular. Partidários do chavismo afirmam que esta proposta nada mais é que o socialismo travestido. A pré-candidata fala em reconstruir o aparelho econômico para que haja um intercâmbio salutar entre empresários e trabalhadores e um reequilíbrio do setor econômico.
O modelo aplicado pelo governo Lula e seguido pelo de Dilma Rousseff é visto com bons olhos por Corina, que dispensa rótulos ao evitar posicionar-se como política:
- Se acreditar na inclusão social significa ser de esquerda, eu sou de centro-esquerda. Se defender a propriedade e a iniciativa privada significa ser de direita, então eu sou direita, declarou.
Em seu histórico profissional ela já assumiu cargos diretivos, mas no setor político a falta de experiência de Maria Corina Machado a aponta como uma semente para o futuro, segundo Argélia Ríos:
- O que ela fez um ensaio de candidatura. Ela precisa de maior disciplina estratégica, o que fez foi se confrontar com Chávez e este é um modelo tão desgastado quanto o próprio chavismo.
Corina está começando a caminhar com firmeza no território da política, setor no qual os demais colegas da MUD já se consolidaram. É o caso de Henrique Capriles Radonski, que despontou no mundo político aos 26 anos quando tomou posse como deputado. Em seguida assumiu a prefeitura de Baruta durante dois mandatos e agora, aos 39 anos, governa Miranda, o segundo maior estado e um dos mais complexos da Venezuela. Também exerceu a presidência da Assembleia Nacional, posto atualmente ocupado por um integrante do PSUV – Partido Socialista Unido da Venezuela.
Um momento delicado em sua vida foi quando Henrique Capriles foi incriminado por tentativa de invasão da Embaixada de Cuba e golpe contra o governo em 2002. Por causa desta acusação ele ficou recluso na Direção de Serviços de Inteligência e Prevenção, sendo liberado em 2004.
Capriles não é de muito falar, costuma trocar a eloqüência por atos. Faz política junto aos pobres e talvez seja por isto que tenha despontado como um dos principais pré-candidatos mesmo antes do lançamento da campanha.
O jovem bem-nascido de Caracas, formado em Direito em uma universidade particular, trocou o mundo da burocracia jurídica pelo contato direto com o povo nas ruas e favelas que costuma visitar. Nem por isso deixam de tachá-lo de candidato da direita. “Não sou homem de rótulos, mas, se tenho que adotar uma definição ideológica, me sinto cômodo com a de centro-esquerda”, declarou.
- Capriles Radonski é enigmático. Ele não arremete contra ninguém e mesmo assim consegue ser compreendido. Não faz grandes discursos, mas consegue falar aos jovens. Radonski ainda não foi etiquetado e o oficialismo tem cuidado porque ele também tem uma relação emotiva similar a que Chávez conseguiu estabelecer com as pessoas. Ele se aproximou dos pobres com atos e sem fazer esforço, explicou Argélia Ríos.
Um dos pontos fortes do chavismo é a forte penetração nas classes menos favorecidas economicamente. Mesmo com as benesses que o governo tem concedido a esta camada da população ainda há os descontes, os que se definem chavistas mas apreciam a conduta de Capriles Radonski. Foi o suficiente para surgir rumores de que ele seria a carta-coringa de Chávez na oposição.
- Alguns se aproximam para dizer que gostam de Chávez, mas estão de acordo com a minha gestão. Eles são os chamados “chaca-chaca”, chavistas com Capriles. Tenho que trabalhar duro para conseguir a confiança e este é o meu desafio. Este é um processo de renovação da política nacional. Não sou candidato do chavismo. Eu derrotei o braço direito de Chávez, que é Diosdado Cabello, nas últimas eleições pelo governo de Miranda, definiu.
Na política venezuelana é comum a necessidade de dar nome aos bois. Tudo é divido entre chavista ou não-chavistas, a terceira opção são os chamados de “ni-ni”, nem chavista nem oposição.
Capriles diz estar aberto a conversar com quem quer que seja. Em 2010, durante uma sessão no Conselho Federal de Governo, Capriles encontrou com o presidente Chávez e os dois apertaram as mãos e travaram um diálogo amistoso durante alguns minutos. Choveram críticas por todos os lados. O opositor declarou em seu perfil no Twitter que apenas uma parcela da população estava representada naquela instância. O chefe de Estado então o chamou de mentiroso, irresponsável e político de fachada. O capítulo foi encerrado quando Radonski contestou que não havia problemas em dar a mão a quem quer que fosse afinal a prioridade era o estado de Miranda, onde governa.
As pesquisas de opinião apontam Henrique Capriles Radonski na liderança das intenções de voto entre os pré-candidatos, sobretudo após ganhar um aliado de peso no último mês. Leopoldo López, um jovem e experiente político que decidiu abrir mão de sua controversa campanha política para apoiar Capriles. O anúncio feito após o último debate presidencial causou impacto entre os integrantes da MUD e por pouco não gerou um mal-estar entre os demais candidatos.
- Estivemos em organizações políticas diversas e nos demos conta, sem dúvida alguma, que temos o mesmo sonho, o sonho que o povo pobre possa sonhar grande, disse López, então candidato pelo partido Vontade Popular.
De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto Datanalisis sobre o impacto do apoio de Leopoldo López à campanha de Capriles Radonski nas intenções de voto aportou a 24% de novos eleitores, somados aos 46% que afirmaram que sua opinião de voto não foi alterada com a união.
- Dia 12 vou acordar bem cedinho para ir votar. Estou com Capriles desde o início, disse Juan Méndez, um senhor de meia-idade que trabalha como caixa um estacionamento na capital.
A bem-sucedida gestão de Leopoldo López no município Chacao, o mais bem organizado e policiado de todo país, e um mestrado em Políticas Públicas na prestigiosa Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, foram superiores aos processos que limitam sua vida política.
López convocou manifestações de rua que antecederam o golpe contra Chávez, em 2002. Durante o período que o economista trabalhou na Petróleos de Venezuela – PDVSA, a empresa mais emblemática do país. Na ocasião, a ONG Primeiro Justiça, presidida por Leopoldo, foi acusada de receber doações ilegais da estatal, segundo a Controladoria Geral da República. Por este motivo em novembro de 2008 ele foi inabilitado a exercer qualquer cargo público por durante três anos, mesmo sem um julgamento.
O processo de violação de direitos exposto pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos à Corte Interamericana não conseguiu fazer com que a Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça Venezuelana anistiasse a inabilitação. Com isto, ainda que ganhasse nas primárias, não havia garantias de que Leopoldo López poderia concorrer em outubro contra Chávez.
Mesmo fora da competição entre os pré-candidatos, Leopoldo López não se ausentou da campanha. O colega Radonski ofereceu a ele a coordenação geral do Comando Tricolor Nacional, unidade de trabalho espalhada por diversas regiões do país que visa fortalecer os partidos políticos da oposição, conselhos comunais e fortalecer a cidadania. No próximo domingo seus afiliados estarão nas mesas de votação servindo de testemunhas do direito ao voto e da privacidade dos eleitores.
De Zulia para o Miraflores
A História demonstra que é quase uma tradição o Palácio de Miraflores, sede do governo, ter como chefe máximo algum caraquenho, andino ou llanero – região pantaneira da Venezuela. Pablo Pérez diverge deste cenário. O atual governador de Zulia, estado a noroeste onde se encontram as maiores jazidas petrolíferas do país, arrebatou boas porcentagem de intenções de votos ao longo desta campanha.
Ainda que não receba muitos votos dos que moram na capital, é seguro que Pérez saia vitorioso ao menos em seu estado. Muito arraigado aos seus costumes, o povo zuliano é um dos mais regionalistas do país. Outro fator que dá garantia de vitória é o fato de Zulia ser estado não-chavista declarado. Nas eleições parlamentares de 2010 o oficialismo sofreu um nocaute na região e Zulia conquistou 16 assentos na Assembleia Nacional.
Outro fator que o beneficia é sobrenome Pérez. Tão comum na Venezuela quanto o Silva no Brasil. Para efeito de comparação, ele seria o Paulo da Silva, por assim dizer. A sonoridade dos nomes também ajuda a identificá-lo com as massas. A cor morena e as poses nas fotos publicitárias o aproximam da figura de Hugo Chávez, mas sem o mesmo carisma.
- Os números das pesquisas nem sempre são confiáveis. Muitas vezes elas são concentradas apenas na capital. A campanha de Pablo Pérez pode ter sido bem interessante no interior do país, pois os resultados são muito diferentes nas regiões urbanas e no interior, explica Colette Capriles, professora de Ciência Política da Universidade Simón Bolívar.
As propostas de campanha são semelhantes e seguem a mesma linha: reduzir a violência, desestatizar os setores produtivos e, o ponto mais delicado, acabar com o caráter partidarista das Forças Armadas Nacionais (FAN) e integrá-las ao próximo governo que assuma a presidência.
No último quatro de fevereiro, dia em que Chávez e seus seguidores comemoram a tentativa do golpe de Estado de 1992, o presidente declarou que as Forças Aramadas Nacionais (FAN) são chavistas, contrariando a Constituição Federal e suscitando rumores de este seria uma ameaça caso ocorra uma vitória da oposição em outubro.
As declarações do presidente soaram como uma afronta e intimidação àqueles que pensam em ir às urnas no domingo. Outro receio da população é ter seu nome veiculado em alguma lista negra, similar a Lista Tascón, onde todos que assinaram em prol do referendum revogatório sofreram algum tipo de sanção por parte do governo.
Colette Capriles acredita que apenas uma pequena parcela da população irá exercer seu direito de votar no domingo, já que não há obrigatoriedade do voto na Venezuela, como, por exemplo, acontece no Brasil:
- Acredita-se que haverá cerca de quatro milhões de abstenções no próximo domingo, que é o número de funcionários contratados pelo Estado e este é um tema delicado. Acredito que a participação popular será entre 10% e 20% no próximo domingo, mas este número certamente será bastante maior em outubro, estimou.
Teresa Albanes, presidente da Comissão Eleitoral das Primárias, em entrevista coletiva, explicou que a população não precisa ter medo de votar e explicou as regras definidas para que cada eleitor tenha sua privacidade resguardada e não será usada a tinta para marcar cada votante:
- Ninguém vai ter seu dedo pintado. O registro onde aparecerá o nome do eleitor estará em mãos de integrantes da MUD e após a verificação do número de votos e votantes esta lista será queimada. Não há risco desta listagem parar em mãos erradas. Está garantida a privacidade para cada venezuelano votar em quem quer que seja, garantiu Albanes.
Diego Arria, o candidato das Redes Sociais
Enquanto a maioria dos candidatos ia às ruas para conquistar o eleitor, o ex-embaixador e ex-secretário de Kofi Annan nas Nações Unidas, Diego Arria, depois de denunciar Hugo Chávez na Corte penal Internacional de Haya, preferiu usar as redes sociais para ser a vitrine de sua campanha.
Sempre com seus aparelhos celulares de última geração em mãos, o povo venezuelano é um dos que mais faz uso das redes sociais, seja para expressar suas opiniões ou para obter informação. O artifício tecnológico foi aproveitado pelos pré-candidatos. Mas, neste ponto, Diego Arria superou a todos. No Twitter @Diego_Arria foram postadas 35 mil mensagens aos 131 mil seguidores.
O canal de Arria no Youtube apresenta 207 vídeos que contam sua trajetória política e suas ambições para a Venezuela. Para efeito de comparação, o candidato que vem liderando as pesquisas postou cerca de quatro mil twitters para os 360 mil seguidores.
Diego se denomina o presidente da transição, propõe criar uma nova Constituição e estabelecer um período de governo de três anos, metas que segundo ele permitiriam recriar o país.
Nesta corrida presidencial onde todos estão por e um está por todos, os candidatos evitam falar mal uns dos outros e tentam demonstrar união, conforme sugere o nome da coligação: Mesa de Unidade Democrática. Mas não é o que parece acontecer com Diego Arria e o também pré-candidato Pablo Medina, cujas candidaturas estão opacadas, seja pela linha de campanha, seja pelo pasado.
- A ida de Diego a Haya o isolou. O governo de Hugo Chávez não é comparável ao de Augusto Pinochet (militar que comandou a ditadura no Chile), tampouco a oposição se parece com a oposição chilena. Levar Chávez a Haya foi visto pela oposição como uma briga na qual não vale a pena meter-se, explicou Argélia Ríos.
Antes com Chávez, agora contra Chávez
O ex-guerrilheiro Pablo Medina tem história para contar. Nasceu em uma família pobre no interior do país e ainda muito cedo abandonou os estudos para entrar para a guerrilha. De lá foi estudar na antiga União Soviética, onde ficou encantado pelos direitos sociais, embora seja contra que o Estado seja dono de tudo e que não haja democracia. Trabalhou em Sidor, o Complexo Siderúrgico do Orinoco. Ao se mudar para Caracas chegou à Faculdade de Direito, mas abandonou o curso pela causa sindical. Afirma ter conhecido Hugo Chávez em 1977, coisa que o presidente nega, mas ambos orquestraram o golpe de 1992 que fracassou.
Ele não esclarece o que houve para romper com o antigo colega de causas revolucionárias, mas dá mostras de que Chávez o deixou desprotegido ao não enviar as armas que ambos haviam combinado para o mencionado golpe de 1992.
Sua última excentricidade foi denunciar o presidente na Organização de Estados Americanos (OEA), na última quinta-feira (09 de fevereiro) sobre um possível autogolpe de Hugo Chávez, vide as recentes declarações sobre a proximidade entre a FAN e o regime bolivariano, caso o resultado nas urnas em outubro deste ano seja favorável à ala opositora.
- O general Rangel Silva está parcializado. É necessário ter um militar institucional e ético. Esperamos uma observação internacional que esteja no país em até seis meses antes do proceso eleitoral, declarou.
Entre suas propostas de governo, Medina aposta na criação de uma aliança social para fortalecer a economia e gerar emprego. Caso tome posse, a primeira coisa seria convocar uma Assembleia Constituinte para modificar os poderes públicos. O sindicalista e dirigente do Partido Laborista manteria o controle cambiário, mas em outra esfera fora da Comissão de Administração de Divisas (Cadivi) por considerá-la “uma fonte de corrupção”.
Ainda divididos, porém com maior disposição ao diálogo que em anos atrás, o povo venezuelano terá que decidir se continua com o mesmo regime e suas possibilidades ou se parte para o desafio de escolher um dos cinco pré-candidatos.
- Não há grande diferenças ideológicas entre eles, que são todos social-democratas com algumas intervenções. Eles mantêm um acordo tácito, mas, sem dúvida, há matizes que privilegiam um ou outro em maior e menor escala, mas os projetos são os mesmos. A unidade é o que vai resolver, afinal o venezuelano está cansado de brigas e de divisões, explica Colette.
Segundo a especialista na área política, está será uma boa oportunidade para avaliar como o chavismo sustenta sua popularidade mesmo 13 anos depois de ter chegado ao governo.
- Vai ser uma boa oportunidade de mudança para fazer uma verificação do setor político no país, sem contar com a saúde do presidente, cujo hermetismo das informações não nos deixa claro por mais quanto tempo ele estará no poder, disse Colette Capriles.
É neste amplo e complexo panorama que alguns venezuelanos, aqueles descontentes com o governo de Hugo Chávez, vãos às urnas para escolher o caminho que tomará o país.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
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