O popular bairro de 23 de Enero, em Caracas, sempre guarda surpresas. Reduto dos mais ferrenhos chavistas de todo o país, desta vez o que foi mostrado por lá surpreendeu até mesmo partidários do governo de Hugo Chávez.
Diante das imagens de Cristo e da Virgem de Coromoto, a padroeira do país, ambos munidos de metralhadoras, crianças usando camisas vermelhas e com o rosto coberto por lenços seguravam armas de grosso calibre durante um ato político realizado na última segunda-feira (23 de janeiro) em comemoração à queda da ditadura de Marcos Pérez Jimenez.
O escândalo repercutiu em esfera nacional e levou a Defensoria Popular a investigar os responsáveis pelo ato.
As crianças paramilitares, como estão sendo chamadas, foram ao local para participar dos atos de comemoração e então receberam cada uma um fuzil e um manual, cujo conteúdo é desconhecido. É comum crianças e jovens daquela comunidade receberem treinamentos militares como forma de doutrinamento.
O bairro, considerado território com leis próprias, é comandado por cerca de 15 coletivos – nome dado a grupos que guardam o local, onde vivem cerca de 84 mil pessoas.
O Coletivo 23 de Enero afirmou que as imagens foram manipuladas e que as armas seguradas pelos menores de idade não são verdadeiras.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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