segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Embaixador mexicano é sequestrado na Venezuela

O embaixador do México na Venezuela, Carlos Pujalte, foi sequestrado na noite de ontem ao sair do Country Club de Caracas. O dipolmata, que estava acompanhado de sua esposa, foi mantido refém por durante três horas e liberado nas proximidades da favela Chapellín, também em Caracas.

De acordo com estimativas, ocorrem diariamente cerca de 46 sequestros rápidos somente na capital venezuelana.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nem morte de Procurador, nem sismo. O destaque foi Hermes Ramírez

Ontem foi um dia agitado por estas bandas. Durante a madrugada de terça para quarta-feira, o estado Lara sofreu um abalo sísmico de 3, 2 graus na escala Richter e não chegou a fazer vítimas. No início da tarde outra surpresa chegou aos venezuelanos: a morte do Procurador Geral da Venezuela, Carlos Escarrá, que sofreu um ataque cardíaco.


Em meio a estas noticias, quem ganhou espaço na rádio popular das ruas foi Hermes Ramírez. Ele não é político, não está às voltas com campanhas eleitorais, não é porta-voz de nenhuma causa, mas sua fama é conhecida em todo o país. Hermes Ramírez é um famoso astrólogo, tarólogo e vidente. Seu programa de TV é um dos mais vistos e suas previsões são tidas como certeiras, que o diga “uma série de abalos sísmicos e a morte de um político famoso”, conforme declarou em dezembro passado quando anunciava o que estava por vir.

Também chamado de “O Iluminado”, Hermes vem semeando expectativas entre seu público cativo (e também naqueles que dizem não gostar desse tipo de coisas) ao dizer que em breve fará um programa especial de TV para dizer quem estará à frente da presidência da Venezuela. Sem dúvida, será o horário mais bem pago da TV venezuelana, afinal esta é a pergunta que só vai calar após sete de outubro, dia das eleições presidenciais.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Uma candanguinha do barulho

Imagine um país onde há um forte controle cambiário e a filha do presidente resolve postar no Facebook uma foto na qual aparece segurando notas da moeda norte-americana. Foi exatamente isso que fez Rosinés Chávez, a filha adolescente de Hugo Chávez.

A jovem, de 14 anos, suscitou inúmeras reivindicações nas redes sócias, sobretudo no Twitter, ao postar uma foto na qual aparece segurando alguns dólares.


Não é para menos: para conseguir algumas notas da moeda estrangeira, os venezuelanos precisam enfrentar a forte burocracia: após já ter comprado a passagem e ter em mãos o recibo carimbado pela empresa aérea é necessário levar a um banco uma pasta com inúmeros requisitos (a chamada “carpeta Cadivi”) e então esperar alguns dias para obter parcos dólares. A quantia vendida pelo governo varia de acordo com o destino no exterior.

Piadistas que só eles, os venezuelanos não tardaram em fazer o mesmo que Rosinés, obviamente alterando os dólares pela moeda local, o bolívar forte, ou usando as planilhas e documentos necessários para conseguir os dólares do governo, entre outras coisas.



Registrada no Twitter com o perfil @RosinesCandanga, à cópia do pai que usa @ChavezCandanga, a menina possui mais de seis mil seguidores e vira e mexe é tema dos noticiários locais. Rosinés parece ter usado seu sobrenome para ter um encontro exclusivo com o ídolo teen norte-americano Justin Bieber, quando este veio a Venezuela para fazer um show. Claro que ela não quis ficar calada e acabou postando uma foto na aparece com o famoso cantor.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O vermelho democrático

Durante o debate realizado na noite de ontem com os pré-candidatos à presidência da Venezuela ela chamou atenção. Maria Corina Machado, a única mulher na corrida presidencial, se destacou entre os outros seis candidatos ao usar a cor que representa o oficialismo: o vermelho.

Usar vermelho na Venezuela não é algo simples, corriqueiro. Antes, se alguém usava esta cor logo era chamado de chavista por alguém da oposição ou de camarada por algum chavista.

Acontece que muitos já não aceitam a "usurpação" desta cor tão vibrante e está se tornando comum ver "esquálidos" de carteirinha vestindo vermelho. Eles dizem que a cor é de todos, não apenas de uma ala da sociedade.

Durante as quase duas horas de debate, Maria Corina Machado liderou os comentários nas redes sociais e foi, sem dúvida, o grande destaque da noite.